Bárbara Paz em sua nova casa no Rio - com peças LZ Studio

Atriz recebeu Casa Vogue para falar do seu filme sobre Hector Babenco, papel na novela de Walcyr Carrasco e o novo endereço no Rio de Janeiro


“Se eu não fosse atriz, seria documentarista”, revela Bárbara Paz

Atriz recebeu Casa Vogue para falar do seu filme sobre Hector Babenco, papel na novela de Walcyr Carrasco e o novo endereço no Rio de Janeiro

POR PAULA JACOB | FOTOS CHRISTIAN MALDONADO, GETTY IMAGES E DIVULGAÇÃO | PRODUÇÃO DANIELA AREND | STYLING ALINE DIAS | MAQUIAGEM BRENNO MELLO/CAPA

Bárbara Paz em sua nova casa no Rio de Janeiro, com peças LZ Studio, tapete de pele sintética, quadros com storyboard de "A Insustentável Leveza do Ser" e fotos de Stanley Kubrick (Foto: Foto Christian Maldonado)

 

Alegria e entusiasmo, talvez essas duas palavras consigam definir o que é conversar com Bárbara Paz. Artista no significado mais amplo que imaginar, ela contagia qualquer um à sua volta. Atriz de cinema, novela e teatro, pintora nas horas vagas e, agora, diretora. Ela embarca em um novo momento criativo com o documentário sobre o marido Hector Babenco, falecido em julho do ano passado, com previsão de estreia para o primeiro semestre de 2018 e Cannes já de olho.

“Se eu não fosse atriz, seria documentarista”, brinca ela ao relembrar época da faculdade de jornalismo. “Fiz um trabalho sobre o crack em São Paulo, tão novinha.” Depois de 20 anos, o encontro com Hector durante a Flip mudaria toda a sua perspectiva. Não só de olhar, mas também de compreensão da vida de um diretor tão emblemático para a história do cinema, que passou por tudo, de vendedor de túmulo a figurante de Barbarella (1968).

A gana de contar uma história incomum entre as rodas de conversa foi o ponto inicial do projeto. “Estávamos no hospital [Hector lutava contra o câncer há 30 anos] quando perguntei a ele ‘ninguém nunca quis fazer um documentário sobre você?’”, relembra ela. “Ele me disse ‘não sei, mas quando começamos?’. Nisso eu já estava com a câmera ligada.”

O retrato captado nos sete anos de convivência aliado a materiais de pesquisa e acervo é delicado. As palavras transbordam o ser de Bárbara ao falar do novo ramo da carreira. “Estamos em fase de montagem, mas já mudei o filme algumas vezes.” A produtora dela fica em um dos quartos de sua nova casa no Rio de Janeiro, que mais para frente tem planos de ocupar todo o apartamento e ela se mudar para uma casa maior, quem sabe.

Sobre sair do papel de atriz e sentar na cadeira da direção, Bárbara se mostra tão confiante quanto nos palcos. “A direção engloba tudo. Para mim é uma contemplação”, comenta. A nova fase foi tão positiva para explorar seu outro lado criativo que já engatou em um roteiro de ficção, mas está focada em terminar o documentário primeiro. “Estou há muito tempo imersa no universo de Babenco. É bom ter um respiro, parar, escrever um pouco sobre outro assunto.”

As novidades não param por aí. Bárbara será vilã da próxima novela de Walcyr Carrasco, na Globo. São 14 episódios de participação inicial, com mudança de visual. Os cabelos platinados revelam a inspiração para a personagem, com figurino todo Chanel e penteados anos 60. Claro que com a nova fase, também veio o novo endereço. “É a minha primeira vez fixa no Rio de Janeiro. A beleza aqui é assustadora, a praia virou meu quintal”, se diverte. Tudo o que estava na casa em São Paulo ficou, com exceção de alguns itens, como seu piano adquirido na turma de teatro.

“Sua casa precisa contar a sua história e ser aconchegante”, reflete. Por ali, livros e filmes dividem a atenção com storyboard original de A Insustentável Leveza do Ser (1988) ao lado de fotografias de Stanley Kubrick e Wim Wenders. A coleção de discos de vinil está ainda no começo, mas já chama a atenção. Sem contar as inúmeras revistas de acervo pessoal, com referências visuais intermináveis. Tanto repertório não poderia resultar em uma casa diferente, que, como ela mesma disse acima, reflete muito de quem Bárbara é: uma mulher inspiradora.

 

https://casavogue.globo.com/LazerCultura/Gente/noticia/2017/08/se-eu-nao-fosse-atriz-seria-documentarista-revela-barbara-paz.html